Alterações de Movimento e Lesões - Síndrome da Banda Íliotibial

 

 

 

Este estudo prospectivo acompanhou 400 mulheres praticantes de corrida por um período de 2 anos. Todas elas foram avaliadas antes do início, na movimentação de membros inferiores. Aquelas que desenvolveram a síndrome da banda íliotibial foram, então, comparadas com mulheres que não desenvolveram nenhuma lesão.
 
 
 
 
 
 
E o que foi encontrado?
 
As corredoras que desenvolveram síndrome da banda íliotibial tiveram como características:
  • Maior adução de quadril ao apoiar o pé no solo, e durante todo o tempo em que o pé ficou apoiado.
  • Maior rotação interna da perna ao apoiar o pé no solo, e durante todo o tempo em que o pé ficou apoiado.
  • Essa rotação interna da perna era, especialmente, devido a uma maior rotação externa de quadril(levando a maior rotação da perna em relação ao quadril, mas não tanto em relação ao plano de movimento).
 
O que isso significa?
 
Que as corredoras que se machucaram, ao apoiar a perna durante a corrida apresentavam um maior fechamento do quadril, ou seja, o pé estava mais próximo ao lado oposto do corpo do que nas pessoas que não desenvolveram lesão. Além disso, a maior rotação interna da perna indica que a coxa girava em excesso, para fora, por sobre a perna.
 
Essas alterações de movimento aumentam a tensão da banda íliotibial (é como se ela fosse esticada), favorecendo que essa seja comprimida na região lateral da coxa (especialmente na região próxima ao joelho, onde há o “atrito”) durante a corrida, o que é observado quando se dobra o joelho ao apoiar a perna na corrida (a cerca de 20 a 30º).
 
 
Referências Bibliográficas:
NOEHREN et al – Prospective study of the biomechanical factors associated with iliotibial band syndrome – Clinical Biomechanics – v.22, 2007.
 
 
 

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